quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Mais do mesmo...


Falar sobre o tempo é lugar-comum, e assim o é pois se trata de uma experiência comum a todos. Logo todos falamos sobre ele. E falar sobre algo tão falado pode parecer tolice, falta de assunto... Mas o tempo é assunto eterno, atemporal. O que não se pode explicar é infinito, infinitamente intrigante.
Se engana aquele que pensa que o tempo passa... Quem passa somos nós. Quanto maior o espaço, maior o tempo. O Tempo está, nós somos. O Tempo está infinitamente, e nós somos por apenas um minúsculo período. Nosso tamanho, diante de todo o universo, beira a insignificância caso não tomemos parâmetros. E é para não sermos insignificantes que escolhemos o Outro como referência.
Todos os outros seres desse planeta apenas estão, o que os torna ideais. Eles podem até não serem eternos, mas eles não precisam de parâmetros para sustentar a sua existência. Esses seres apenas vivem, não falam. Por não falarem eles desconhecem o Tempo em seu sentido mórbido. O Tempo para esses é lugar, lugar é espaço e espaço sem referência é eterno. O Tempo está para nós pois o questionamos. Questionamos a nossa existência e queremos sempre mais.
Por mais que tentemos a nossa eternidade, por mais que criemos teorias para nossa eternidade, sempre nos restará a dúvida. Somos animais feitos de dúvida. Coisa só nossa. E esse que dúvida é o ser que sabe que não se pode segurar o tempo em suas mãos. Nossa mão é pequenina e o Tempo é imenso, não nos pertence.
Não há como eliminar o Tempo, apenas nos eliminar. Iremos e tudo continuará por aqui, universo além da imaginação. E dizer que o Tempo é lugar-comum é provar a sua espacialidade. Localizamos o tempo em nossa fala. E quanto mais dele falamos, mais perguntas teremos...

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